Passos para Cristo – Lição 4 – Confissão

Lição 4 – Confissão

 

Texto base: “Livro Passos para Cristo”, Capítulo 4 – Ellen G. White.

Verso Áureo: “Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e Tu perdoaste o meu pecado.” Salmos 32:5.

Domingo

 

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Prov. 28:13).

As condições para obter a misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer  de nós fazer algo doloroso para que possamos obter o perdão do pecado. Nós não precisamos fazer longas e cansativas peregrinações, ou  cumprir dolorosas penitências para recomendar nossas almas para o Deus do céu, ou para expiar nossa transgressão; mas aquele que confessa e abandona seu pecado terá misericórdia.

O apóstolo diz, “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados” (Tia. 5:16). Confesse seus pecados a Deus, o único que pode perdoá-los, e suas faltas uns aos outros. Se você ofendeu seu amigo ou vizinho, você deve reconhecer seu erro, e é o dever dele perdoá-lo livremente. Então você deve procurar o perdão de Deus, porque o irmão que você feriu é propriedade do Senhor, e machucando a ele você pecou contra seu Criador e Redentor. O caso é trazido ante o único verdadeiro Mediador, nosso grande Sumo Sacerdote, que “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”, e que “pode compadecer-se das nossas fraquezas” (Heb. 4:15), e é capaz de limpar-nos de cada  mancha de iniquidade.

1) O que Deus prometeu a Davi quando ele confessou o seu pecado? II Sam. 12:13.

R.: “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR traspassou o te pecado; não morrerás“.

 

Segunda-feira

 

1) Qual é a condição para que o homem seja aceito por Deus? II Cro. 7:14.

R.:  “E se o Meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face e
se converter dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.

 

Aqueles que não tem humilhado suas almas perante Deus em  reconhecimento de sua culpa, não têm preenchido a primeira condição de aceitação. Se nós não experimentamos aquele arrependimento do qual não há o que se arrepender, e não temos em verdadeira humilhação de alma e quebrantamento de espírito confessando nossos pecados, detestando nossa iniquidade, nós nunca  buscamos verdadeiramente pelo perdão do pecado; e se nós nunca buscamos, nunca encontramos paz com Deus. A única razão porque não temos a remissão dos pecados passados é que não estamos desejando humilhar nossos corações e aquiescer com as condições da palavra da verdade. É dada instrução específica concernente a este assunto. A confissão do pecado, seja pública ou privada, deve ser  sincera e expressada livremente. Ela não deve ser arrancada do pecador por  constrangimento. Não deve ser feita de uma maneira frívola e descuidada, ou forçada daqueles que não possuem senso de compreensão do terrível caráter do pecado. A confissão que é o desafogar do íntimo da alma encontra seu caminho para o Deus de infinita compaixão. O Salmista diz, “Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido” (Sal. 34:18).

 

Terça-feira

 

1) O que devemos confessar? Lev. 5:5.

R.: “Será, pois, que, culpado sendo numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou“.

 

A verdadeira confissão é sempre de caráter específico, e reconhece pecados particulares. Eles podem ser de tal natureza que devam ser levados a Deus unicamente; eles podem ser erros que devam  ser confessados a indivíduos que sofreram prejuízo através deles; ou eles podem ser  de caráter  público, e devem então ser  confessados publicamente. Mas toda confissão deve  ser definida e ir direto ao ponto, reconhecendo os mesmos pecados dos quais você é culpado.

Nos dias de Samuel, os Israelitas se apartaram de Deus. Eles estavam sofrendo as consequências do pecado, porque haviam perdido sua fé em Deus, perderam o discernimento do Seu poder e sabedoria para dirigir a nação, perderam sua confiança em Sua habilidade de defender  e vindicar  Sua causa. Eles se desviaram do grande Governador do universo, e desejaram ser governados como o eram as nações ao seu redor.  Antes de encontrarem paz, eles fizeram esta específica confissão: “a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir para nós um rei” (I Sam. 12:19). O mesmo pecado do qual eles estavam convencidos teve de ser  confessado. Sua ingratidão oprimiu suas almas e os separou de Deus.

“Confessei-Te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e Tu perdoaste a maldade do meu pecado” Salmos 32:5.

 

Quarta-feira

 

1) O que deve acontecer após a confissão? Prov. 28:13.

R.: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.

 

A confissão não será aceitável a Deus sem sincero arrependimento e reforma. Devem haver mudanças decisivas na  vida; tudo que é ofensivo a Deus tem de ser posto de lado. Este será o resultado da genuína tristeza pelo pecado. O trabalho que nós temos que fazer de nossa parte é plenamente estabelecido ante nós: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (Isa. 1:16, 17). “Se o perverso restituir o penhor, e pagar o furtado, e andar nos estatutos da vida, sem cometer iniquidade, certamente, viverá; não morrerá” (Eze. 33:15). Paulo diz, falando da obra de arrependimento: “Porque, quanto cuidado não produziu  isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes limpos neste negócio” (II Cor. 7:11).

 

2) Que bênção receberá quem se converter dos seus maus caminhos? Eze. 18:21, 22.

R.: “Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá”.

 

Quinta-feira

 

1) Qual é o maior problema do povo dos nossos dias? Apo. 3:17.

R.: “dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”.

 

Quando o pecado tem silenciado as percepções morais, o praticante do mal não discerne os defeitos do seu caráter, nem compreende a enormidade do mal que ele cometeu; e a menos que ele ceda ao convencedor poder do Espírito Santo, permanece em parcial cegueira do seu pecado. Suas confissões não são sinceras e determinadas. Para cada reconhecimento da sua culpa ele acrescenta uma desculpa em escusa do seu caminho, declarando que se não houvesse sido por certas circunstâncias, ele não haveria feito isto ou aquilo, pelo qual é reprovado.

 

Após Adão e Eva haverem comido do fruto proibido, eles foram tomados de um senso de vergonha e terror. Primeiramente, seu único pensamento era como escusar seu pecado, e escapar da temida sentença de morte. Quando o Senhor o inquiriu relativamente ao seu pecado, Adão respondeu, colocando a culpa parcialmente sobre Deus e parcialmente sobre sua companheira: “A mulher que me deste por  esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.” A mulher colocou a culpa sobre a serpente, dizendo, “A serpente me enganou, e eu comi” (Gên. 3:12, 13). Porque Você fez a serpente? Porque Você experimentou colocá-la no Éden? Estas eram questões implícitas na sua desculpa pelo seu pecado, carregando assim a Deus com a responsabilidade da sua queda. O espírito de justificação própria foi originado no pai das mentiras, e tem sido exibido por  todos os filhos e filhas de Adão. Confissões desta ordem não são inspiradas pelo Espírito divino, e não serão aceitáveis a Deus. O verdadeiro arrependimento levará o homem a colocar a culpa sobre si mesmo, e reconhecê-la sem engano ou hipocrisia. Como o pobre publicano, sem nem levantar seus olhos ao céu, ele clamará, “Deus, sê misericordioso para comigo, um pecador;” e aqueles que reconhecem suas faltas serão justificados; pois Jesus irá pleitear com Seu sangue em  favor da alma arrependida.

 

2) Como o homem dá glória a Deus? Jos. 7:19.

R.: “Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao SENHOR Deus de Israel, e faze confissão perante ele; e declara-me agora o que fizeste, não mo ocultes“.

 

Sexta-feira

 

1) Ao confessar seu pecado e o de seu povo, tentou Daniel justificar o erro ou diminuir sua culpa? Dan. 9:4-15.

R.: “E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que Te amam e guardam os Teus mandamentos;
Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos Teus mandamentos e dos Teus juízos; E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em Teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra.
A ti, ó Senhor, pertence à justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel, aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas rebeliões que cometeram contra ti. Ó Senhor, a nós pertence à confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra Ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertencem à misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra Ele, e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas Suas leis, que nos deu por intermédio de Seus servos, os profetas. Sim, todo o Israel transgrediu a Tua lei, desviando-se para não obedecer à Tua voz; por isso a maldição e o juramento, que estão escritos na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós; porque pecamos contra Ele. E Ele confirmou a Sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito em Jerusalém. Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do SENHOR nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades, e para nos aplicarmos à Tua verdade. Por isso o SENHOR vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à Sua voz. Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o Teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e ganhaste para Ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente.” Daniel 9:4-15.

 

Os exemplos de genuíno arrependimento e humilhação encontrados na Palavra de Deus revelam um espírito de confissão no qual não há escusa pelo pecado, ou tentativa de justificação própria. Paulo não procurou resguardar a si mesmo; ele pintou seu pecado em sua cor mais negra, não tentando amenizar  sua culpa. Ele diz: “encerrei  muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os  matavam.

Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia” (Atos 26:10, 11). Ele não hesitou  em declarar  que “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Tim. 1:15).

 

Sábado

 

1) O que fez o filho pródigo quando percebeu o amor do Seu pai para com ele? Luc. 15:17-21.

R.: “E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. E, levantando-se, foi para seu pai… E o filho lhe disse: Pai pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.

 

O humilde e quebrantado coração, subjugado por genuíno arrependimento, irá apreciar algo do amor de Deus e do custo do Calvário; e como um filho confessa para um amante pai, irá o verdadeiro penitente trazer  todos seus pecados ante Deus. E está escrito, “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I Jo. 1:9).

 

2) Segundo a parábola, quão disposto Deus está de perdoar o pecador? Luc. 15:20, 22-24.

R.: “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou…

o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lo, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se”.

 

 

Acesse a lição completa: http://bit.ly/escola-sabatina-passos-para-cristo